Demorei todo esse tempo para postar denovo porquê não sabia meeesmo o que postar. Sério. Não queria postar uma bobajada contando como foi a minha semana cheia de atividades malucas e bolos de cenoura com chocolate ou baunilha. Comprei umas flores, fotografei bastante, e as fotos estão fazendo sucesso no Flickr.
Tô bem feliz, mas hoje eu quero postar uma coisa diferente e produtiva, digamos assim (cof cof
).
Ainda hoje, quando tentava arrumar a página de links do Pigalle (coisa que eu ainda não consegui u.u péssima em html e esses trens), dei uma olhada no meu orkut e vi um recado da minha prima, me pedindo uma ajudinha na correção de um texto, trabalho para o colégio e tal. O texto estava no segundo recado, assim então li, corrigi, e também me surpreendi. Os que vão ler esse texto, vão pensar coisas bem diferentes, talvez alguns pensem a mesma coisa, enfim.
Aí vai o texto:
“Jamais joguei paciência com um baralho de verdade. Se tentasse, nem saberia arranjar as cartas. Dei-me conta disso ao receber, tempos atrás, um e-mail com o titulo “Você é escravo da tecnologia quando…” A paciência sem baralho era apenas um dos itens de uma longa lista, e não o mais absurdo. Em todas as situações, havia esse efeito de desproporção e despropósito: a mais alta tecnologia mobilizada para o mais estúpido dos fins (se o leitor já jogou paciência no windows, sabe do que falo). [...]
Quis recuperar o e-mail para citá-lo mais extensamente, mas não consegui: perdeu-se no meio de tantas e piores piadas, de correntes, de simpatias, de pirâmides, de abaixo-assinados e de inúmeras mensagens que eu deveria remeter a mais 100 pessoas para ganhar ações da Microsoft ou para salvar aquela menina de 8 anos que sofre de leucemia. A anedota resume meu recado:
A internet é a propagação indiscriminada da besteira. Alguém dirá que, com essa critica a ‘cyberabobrinha’, estou abordando o problema pela periferia. Ocorre que os gurus da nova era – Nicholas Negroponte, do MIT, para ficar com um exemplo célebre – afirmam, com razão, que a internet não tem centro.
Surge daí outra grande bobagem que se tem divulgado não só por fibra ótica, mas também por meio do velho e sujo papel de imprensa: a internet democratiza o conhecimento. Se o leitor me perdoa a etimologia rasteira, direi que na verdade a rede tem muito demos para pouco cratos. Que poder efetivo uma página pessoal representa para seu autor? Na falta de um centro, somos todos periferia.
Isrraelenses e palestinos, petistas e tucanos, pornógrafos e evangélicos, gremistas e colorados, punks e skin-heads: todos podem ter seu site. O internauta surfa – Isto é, passa pela superfície – por todos sem que isso implique o mínimo compromisso ou mesmo interesse. A “harmonia mundial” (Negroponte, mais uma vez) que essa diversidade sugere é enganosa.
Podemos jogar paciência sem baralho, mas ainda vivemos em um mundo prosaicamente físico no qual o hardware para abrigar nosso software segue inacessível para a maioria. No mínimo, ainda é cedo para se falar em uma revolução sem precedentes. Gutenberg apresentou sua famosa Bíblia em 1455, mas a imprensa como instituição pública levaria séculos para se desenvolver.
Uma obtenção previsível é a de que, afinal, eu uso a internet. O presente texto foi produzido em Porto Alegre, onde moro e transmito via e-mail para redação da SUPER, em São Paulo. E estou, admito, muito feliz de não ter que sair de casa em um dia frio para enfrentar fila nos correios. Ainda assim, sustento o título aí em cima. Muita gente vai de carro todos os dias para o trabalho, mesmo detestando dirigir.
Fico com as velhas bibliotecas de papel, cujo autoritarismo secular pelo menos não vende ilusões de igualdade tecnopopulista.”
Por Jerônimo Teixeira (fragmento do que foi publicado na Superinteressante. São Paulo, Agosto – 2000).
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A minha opinião é… Mais uma vez digo, o texto é como o nome da revista na qual foi publicado: Superinteressante, mesmo.
Alguns podem ter odiado, mas a questão é… A internet é assim tão útil? Vamos torrar um pouco nossos miolos.
Boa parte do que se vê na internet é inutilidade, abobrice, futilidade. Porém (sim, há muitos porém’s!), as futilidades, por menores que sejam, são sim necessárias na vida da maioria das pessoas. Na minha, óbvio, também é necessária (e cooomo! rs). Mas também tem muita coisa de aproveitável e produtivo na internet. Algumas pessoas podem usá-la para se comunicar com algum parente ou amigo distante, outros podem divulgar seus trabalhos (seja como fotógrafo, escritor, enfim. No meu caso, divulgo ambas as coisas, e pra mim é beeem útil isso) e obter assim a opinião de várias pessoas. Temos ainda as frequentes pesquisas escolares, para todas as séries. E-books, para quem não tem tempo ou até mesmo dinheiro para passar numa Livraria ou Biblioteca.
Ou seja, metade da internet é feita de bobagem ou lazer; A outra metade, para coisa realmente úteis. As pessoas podem usá-las tanto para uma coisa, quanto para outra. O próprio autor, no finzinho do texto, diz que fica muito feliz de mandar seu texto por e-mail, e não ter que aguentar a fila do Correio (que tá sempre enorme, em qualquer lugar, isso é fato! hahaha) num dia frio. Bem, é claro… Essa é apenas a minha opinião, e você pode discordar ou não (até rimou o.O).
O fato é que nós todos, ou pelo menos a maioria, precisa de um pouco de diversão e lazer seja onde for, e a internet tem sido o mais escolhido, pela maioria, o melhor pra isso. Também precisamos de algo útil, tanto para nossos estudos, quanto para outras coisas. A internet tem ambas!
Antes que isso comece a ficar ainda mais repetitivo, já vou finalizando: Qual a opinião de vocês sobre o texto? Aceito comentários curtos, compridos, elogios e críticas (afinal, o texto não é meu, haha).
Achei legal postar o texto aqui. Talvez mais alguém além de mim também ache interessante e se surpreenda um pouco. =)
Essa semana, comecei a fazer um conto de terror (juro que estava tentando me afastar do tema “terror”, mas é impossível na minha condição :/) baseado em uns pesadelos que eu tive (e sempre tenho hahaha). Quando estiver completo, postarei na parte de contos do blog. Uma partesinha dele só pra matar a curiosidade:
“Acordara, ofegante. Mais um pesadelo com aquele rosto que já tinha se tornado familiar. No primeiro pesadelo que tivera com ele, ela via-se morta, em meio a um acidente de carro, enquanto ele andava todo de branco ao seu redor, chegando até mesmo a passar a mão por seu rosto, limpando-lhe o sangue. Haviam ainda mais três pessoas, duas mulheres e um homem, do outro carro, que teria batido de frente com o seu. Todos mortos. O estranho é que aquelas pessoas eram familiares; sentia isso mesmo sem ver direito o rosto deles. Sentia uma aflição profunda a cada vez que o pesadelo chegava nessa parte; já tivera esse sonho diversas vezes, mas sempre acordava perturbada. O último sonho, porém, teria sido um pouco pior…(…)”
Pronto. Essa primeira parte tá chatinha e eu ainda pretendo mudar ela um pouco. O segundo sonho da moça da história vocês só vão saber quando eu postar o conto completo.
Não é “terrooooor-terror”, é mais um draminha com partes tristes e um pouco sangrentinhas, daí.
O que me inspirou a fazer o conto foi também uma coisa que li no MEDOB (excelente blog, recomendo (y)! ): http://medob.blogspot.com/2009/10/ja-sonhou-com-este-homem.html – tá, eu nunca sonhei com esse homem e não é ele a pessoa psicopata dos sonhos no meu conto. =) Só me inspirou mesmo, hahaha!
Acabo de descobrir (também pelo MedoB) que o nome do ator que fez o primeeeiro Frankenstein é Bóris Karloff! Que true! Bóris é o nome do meu cachorro Boxer from hell
auhsiuahhsuihiahihsuihuiahs.
All right, vou-me indo. Um ótimo final de semana para todos, divirtam-se. Beijundas e abracetas, tudibom aê! :***
Pela primeira vez…
Pela primeira vez, eu tenho vontade de ser uma pessoa normal; porém, diferente.
Pela primeira vez, eu tenho vontade de fazer tudo do jeito mais simples; porém, agradável.
Pela primeira vez, eu consigo ter a calma necessária para organizar meus pensamentos; mas sempre, com a euforia me dominando.É… Eu fuí tantas pessoas diferentes num espaço de tempo tão curto… Eu fuí velha, nova, criança, adulta, homem, mulher,
e talvez até homem e mulher ao mesmo tempo. Eu fuí viva, morta, assassinada, suicida, fugida, achada, perdida…
Fuí feliz, fuí triste, fuí até ambas as coisas ao mesmo o tempo.
Mas não adianta viver pensando somento no futuro e no passado. Não adianta viver se nossa mente não se concentra, também, no agora.Pela primeira vez, eu percebo que as coisas sempre mudam um pouco, que nada é igual a como era antes, que a todo ano,
a cada minuto, a cada segundo, sempre tem alguma coisa mudando ao meu redor, e não somente a ele, mas a todo redor, a todo canto.
Pela primeira vez eu vi, sim eu vi, que não adianta ser uma coisa fingindo ser outra, não adianta viver mentindo, não adianta viver fugindo.
Agora talvez eu tenha entendido tudo, ou pelo menos a metade de tudo; já me agrada saber que sei um pouco, e saber que sei o que deveria saber.
Não há tempo para se perder com coisas temporárias, pessoas temporárias, crises e sentimentalismos exagerados ou falsos.
Não adianta ser hipócrita, mentiroso, ou não admitir coisas simples… Esconder segredos que um dia, serão revelados. Sempre o são.
Também não adianta viver em função de uma doença alimentada por uma mente ainda mais doentia e fraca que o próprio corpo;
Não adianta se fechar no luto se ainda existe vida… Algumas pessoas são felizes, mas procuram defeitos na felicidade, e o fazem, para assim achá-los.
A religião ou a ausência dela não podem fazer a cabeça de uma pessoa. A manipulação será a primeira a cair.
A solidão não é tão ruim quando se aprende a usufruir da própria companhia.
Enquanto isso, o tempo ainda está passando; rápido ou lento, tenso ou monótono… ele sempre passa.
Bianca Morais da Silva ~ Faith

